Códigos SEFAZ e documentos fiscais
Glossário técnico do monitor: o significado de cada código cStat da SEFAZ, os estados que o sistema deriva e a ficha de cada documento fiscal eletrônico monitorado.
Estados do monitor
Como o sistema classifica cada serviço a partir das coletas.
Respondendo normalmente (cStat 107/114) dentro da latência esperada.
Responde, mas instável — latência acima do limiar.
Responde, mas o serviço está paralisado/sinalizado pela SEFAZ (cStat 108) — parada intencional, geralmente de curta duração.
Sem resposta — timeout, erro de conexão ou paralisação sem previsão (cStat 109).
Dentro de uma janela de manutenção programada.
Sem medição recente para classificar o estado.
Instável, indisponível ou paralisado — o critério
O gatilho exato de cada estado a partir da resposta da SEFAZ (cStat + latência).
Respondeu com cStat 107 (ou 114) e latência dentro do limite (≤ 1500 ms).
Responde, mas mal: latência (suavizada) acima do limiar de 1500 ms, ou um código fora do ideal — ex.: 113 (SVC em desativação) ou qualquer cStat que não seja 107/114. É o "instável".
Sinalizou parada intencional momentânea (cStat 108): o autorizador responde, mas está paralisado. A latência fica baixa porque só o status responde.
Não respondeu — timeout ou erro de conexão/TLS (após 15 s) — ou paralisação sem previsão de retorno (cStat 109). É o "fora".
Dentro de uma janela de manutenção planejada: o período não conta como incidente.
Códigos SEFAZ (cStat)
Retorno do webservice consultaStatusServico e o que cada código significa para a emissão.
| cStat | Descrição | Estado | O que fazer |
|---|---|---|---|
| Serviço em Operação | OperacionalOperacionalRespondendo normalmente (cStat 107/114) dentro da latência esperada. | O webservice de autorização está no ar e respondendo normalmente. Pode emitir com segurança. | |
| Serviço Paralisado Momentaneamente | ParalisadoParalisadoResponde, mas o serviço está paralisado/sinalizado pela SEFAZ (cStat 108) — parada intencional, geralmente de curta duração. | Parada intencional de curta duração — o webservice de status responde, mas a SEFAZ sinaliza que o serviço está paralisado. Estado próprio "Paralisado" (não é queda nem latência); se virar 109, passa a indisponível. | |
| Serviço Paralisado sem Previsão | IndisponívelIndisponívelSem resposta — timeout, erro de conexão ou paralisação sem previsão (cStat 109). | Parada sem previsão de retorno — indisponibilidade de fato. Acione a contingência (SVC) para continuar emitindo. | |
| SVC em desativação | InstávelInstávelResponde, mas instável — latência acima do limiar. | O ambiente de contingência (Sefaz Virtual) está sendo desativado porque a SEFAZ de origem voltou a autorizar — transição, tratada como degradado. | |
| SVC desabilitada pela SEFAZ de origem | OperacionalOperacionalRespondendo normalmente (cStat 107/114) dentro da latência esperada. | O servidor de contingência está no ar e de prontidão, mas não acionado — a SEFAZ de origem está operando normalmente. |
Como registramos um incidente
Do estado ao vivo ao histórico: tolerância, anti-flapping e datação.
Um problema só vira incidente registrado se persistir por ≥ 20 min contínuos. Instabilidades de 1–2 min aparecem no estado ao vivo, mas não poluem o histórico.
A recuperação só é declarada após 3 coletas boas consecutivas. Piscadas boas curtas não fecham o incidente — um serviço que oscila (108 → timeout → 107 → 108) vira UM incidente contínuo, não vários soltos.
O incidente é datado do começo real do episódio (não de quando cruzou os 20 min). Ao recuperar, é fechado no início da sequência de recuperação — não no instante atual.
A gravidade reflete a pior condição vista no episódio (indisponível > paralisado > instável) e pode ser rebaixada quando o serviço melhora (ex.: de indisponível para instável).
Para “instável” usamos a mediana das últimas 3 latências com resposta — um pico isolado não abre nem fecha incidente. Já uma queda de conexão (indisponível) é detectada na hora, sem suavização.
Estado no card × incidente no histórico
Por que um serviço pode estar “instável agora” sem constar na página de incidentes.
Mostra o estado AGORA (instantâneo), com o "desde" da transição atual, a última consulta, o cStat e a latência. Pode marcar "Instável/Indisponível agora" mesmo sem incidente registrado — porque ainda não durou 20 min.
Lista só episódios que se sustentaram (≥ 20 min), datados do início real, com a duração (tempo decorrido) e a pior severidade. Uma oscilação curta não aparece aqui.
Tempos de atualização e tempo decorrido
Com que frequência coletamos, atualizamos o painel e o que significa a duração de um incidente.
Cada autorizador × documento é consultado a cada ~1 min, com jitter de até 10 s para espalhar a carga.
Sem resposta em 15 s, a coleta conta como falha (indisponível).
Cards e gráficos rebuscam os dados a cada 30 s. O contador "próx." conta até a próxima coleta e para em "consultando…".
Tempo mínimo de problema contínuo para registrar um incidente no histórico.
Coletas boas consecutivas necessárias para declarar recuperação e fechar o incidente.
Duração de um incidente: do início real até a recuperação (ou até agora, se ainda aberto).
Documentos fiscais eletrônicos
Cada modelo monitorado, com número do modelo, abrangência e webservice de status consultado.
Circulação de mercadorias entre empresas e consumidor. Base dos demais DF-e.
Varejo presencial ao consumidor final; usa o mesmo webservice de status da NF-e.
Conhecimento de Transporte Eletrônico — frete de cargas.
CT-e para Outros Serviços (passageiros, valores, excesso de bagagem); compartilha o status do CT-e.
Bilhete de Passagem Eletrônico — transporte de passageiros (rodoviário, aquaviário, ferroviário).
Manifesto que agrupa NF-e/CT-e de uma viagem. Autorizado de forma nacional.
Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação (telecom).
Nota Fiscal de Energia Elétrica (distribuidoras).
Nota Fiscal Fatura de Gás (operações com GLP/GN canalizado).
Nota Fiscal de Água e Saneamento (faturamento de água/esgoto), autorizada via SVRS.
Declaração de Conteúdo Eletrônica — transporte de bens entre não-contribuintes.
Tipos de autorizador
Quem assina a autorização — e quem assume na contingência.
A SEFAZ do próprio estado autoriza seus documentos (ex.: SEFAZ-SP autoriza SP).
Uma Sefaz Virtual autoriza em nome de vários estados que delegam o serviço (ex.: SVRS, SVAN).
Sefaz Virtual de Contingência (SVC-RS / SVC-AN) que assume a emissão quando o autorizador titular fica indisponível.
Ambiente nacional da Receita Federal para documentos de abrangência nacional.